domingo, 4 de setembro de 2011

nada se desenvolve sem estímulo?

não tenho a atenção nem o toque
o olhar? no máximo, de desdém,
pelo que percebi...
mas não desisto, nem que me troque
inteiro, por um outro alguém

não desistir... será que não abandono
mesmo a ideia do ideal idealizado?
às vezes vejo-me conformado pelo sono
por que caio, despreparado
e lá tudo se torna real...

o lábio roçando noutro lábio
enquanto as línguas se alcançam
e se tocam, molhadas mas sedentas
e se enlaçam numa paixão sem fim

o braço confortável que se fecha
e nos aproxima, peito contra peito,
abdômen de encontro a abdômen
ambos sensibilizando-se
e soltando faíscas que se espalham
entre coxas e mãos nervosas, estimulantes,
que se acariciam, se retribuem generosamente...

gemidos e palavras, entre um ar ofegante
e outro arfar de vozes sussurradas
que penetram o ouvido, melodiam o encontro
no qual o objetivo é...

amar, amar, amar, amar, amar

se não fui estimulado, como posso ter desenvolvido
a noção de amor/paixão/tesão/amor, pela qual
sinto-me completamente envolvido?


+++

2 palpite(s):

Prof. Junior disse...

Parece que o amor do Universo por nós nos estimula ele mesmo! E, somos assim, quase todos capazes de amar um lindo amor.

André disse...

o Universo, tão intenso, tão imerso em nós... tinha de despertar algo! Amo.